Tristeza com o desaparecimento do Sino da Paz

Um choque nos catarinenses e brasileiros dos demais estados

 
     
 

A comunidade Nikkei e o Estado de Santa Catarina, ficaram mais pobres com o incêndio do Museu da Paz em Frei Rogério na manhã de ontem que consumiu o acervo histórico sobre a Segunda Guerra Mundial, e o Sino da Paz que era abrigado naquele local. O desaparecimento do Sino em bronze que costumava ser  levado para o monumento em forma de Tsuru que se situa em uma colina próxima, quando das realizações das cerimônias e em especial as dos dias 6 e 9 de agosto, choca o país!...

Ainda lembro do falecido Sr. Kazumi Ogawa, sobrevivente da Bomba Atômica de Nagazaki, quando tomado pela emoção, dava seu testemunho sobre os horrores vividos no fatídico dia que culminou com a explosão que produziu uma gigantesca nuvem de cogumelo.

Batizado de "Fat Man", o artefato com uma carga de plutônio que a inicialmente seria lançado sobre a cidade de Kokura, devido as condições meteorológicas o B29 americano mudou o alvo para Nagasaki

Eram 11h e 2 minutos do domingo do dia 9 de agosto de 1945, quando houve a explosão que arrasou 80% dos edifícios de Nagasaki e matou 70 mil pessoas. Em meio aos escombros os sobreviventes, alguns muito feridos ou queimados gritavam pedindo ajuda, enquanto outros perambulavam tal qual zumbis pelo que outrora fora uma cidade pujante e cheia de vida.

Anteriormente, no dia 6 de agosto, em Hiroshima fora lançada a bomba que levou o nome de "Little Boy" que deixou um saldo de 140 mil mortes.

O Sino da Paz que pesava 40 Kg e possuía idade de mais de 400 anos, fora presenteado pelo governo japonês ao povo brasileiro. Destinado para Frei Rogério, mais precisamente para as terras do Sr. Kazumi Ogawa, o guardião da relíquia. Com o falecimento do Sr. Ogawa, a guarda do Parque da Paz passara para seus descendentes.

Apesar do infortúnio, acredito que é hora de união entre as entidades Nikkeis, que a meu ver poderão promover eventos visando a captação de recursos, com os quais será possível encomendar uma réplica do sino que foi consumido pelas chamas.

Por: Paulo B. da Rosa - Secretário da Associação Wakamiya-maru Ilha Santa Catarina